Desde cedo a criança ouvinte tem a oportunidade de conviver com a língua utilizada por sua família. O interlocutor adulto colabora para que a linguagem da criança flua, oportunizando atitudes discursivas que favoreçam a aprendizagem e a identificação de aspectos importantes da língua na qual ela está sendo imersa, e que irá se apropriar ao longo de seu desenvolvimento.Os surdos encontram-se em classes/escolas especiais que atuam em uma perspectiva oralista, as quais pretendem em última análise que o aluno surdo comporte-se como um ouvinte, lendo nos lábios aquilo que não pode escutar, falando, lendo e escrevendo a Língua Portuguesa.
Muitos estudos indicam que pessoas surdas, nessas condições de escolarização, mesmo após vários anos, apresentam dificuldades em relação à aquisição de conhecimentos de maneira geral, e no uso da linguagem escrita, especialmente; em geral, porque as práticas educacionais não contemplam as reais necessidades dos surdos, fazendo com que eles apresentem conhecimentos muito além daqueles desejados para seu grau/anos de escolaridade.
Além disso, encorajar a integração apenas não é suficiente, é preciso prever antecipadamente acomodações, equipamentos, materiais e recursos necessários através dos quais, a condição básica para a efetivação dessa integração será dada, incluindo-se também a colaboração dos professores e a programação das atividades escolares e extra-escolares.Quando se opta pela inserção do aluno surdo na escola regular, esta precisa ser feita com muitos cuidados que visem garantir sua possibilidade de acesso aos conhecimentos que estão sendo trabalhados, além do respeito por sua condição lingüistica e por seu modo peculiar de funcionamento. Isso não parece fácil de ser alcançado e, em geral, vários desses aspectos não são contemplados.
A criança surda inserida num meio social de pessoas ouvintes que não se comunicam através da língua gestual, ficará privada do acesso e apropriação de uma língua de referência de modo espontâneo. Esse ambiente é fundamental, lugar privilegiado para que a criança possa desenvolver as suas capacidades linguísticas e cognitivas e também posicionar-se de modo singular no seu meio sócio-cultural.
Em muitos casos os surdos não sabem as LIBRAS, dificultando a comunicação desse surdo com sua família e a sociedade. Nesse caso, elas ensinam voluntariamente a LIBRAS ao surdo e a sua família, acabando assim com a barreira da comunicação. Quando constatamos surdos que já dominam o idioma contamos com um rico material visual que inclui um dicionário em Língua de Sinais e mais de 100 DVDs com filmes, poesia e traduções de livros mundialmente conhecidos diretamente na Língua de Sinais. Esses vídeos enfocam valores morais e éticos, que tem ajudado pessoas no mundo todo a desempenharem melhor seu papel dentro da família e no ambiente profissional, beneficiando assim toda a comunidade. Todo esse material tem sido disponibilizado aos surdos e seus familiares sem fins lucrativos.
A fase de crescimento, é comum que crianças tenham suas dúvidas, questionamentos e não entendam bem o que se passa no mundo que está em sua volta. Para uma criança com deficiência auditiva essas dificuldades são ainda maiores – afinal, um dos maiores estímulos que se pode receber, o som, não é compreendido por elas.
Além do ensino de libras ao surdo, o Cedau procura qualificar professores das redes pública e privada no idioma. O centro oferece cursos para os professores que são essenciais para que as crianças recebam uma melhor educação nas escolas regulares.

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