
A educação de surdos, além de ter origens históricas diferentes das do ensino regular e/ou de educação dos “ditos normais”, possui políticas diferentes. Cremos que, apesar de as políticas traçarem novas perspectivas, é a garantia da permanência do educando surdo no ensino regular que realmente faz com que as meras intenções se tornem realidade. Desse modo, a ausência de condições eficazes para tal permanência pode levar-nos a um grande retrocesso no que tange o direito dos alunos surdos à educação em condições de igualdade.
A inclusão de Surdos na rede regular de ensino, objetiva colocar a criança em condições sociais de vincular-se aos ouvintes, explorando ao máximo suas condições sócio-cognitivas para o acesso aos bens culturais, no qual o currículo necessita ser elaborado com metodologia que atenda de forma particular essas crianças respeitando suas peculiaridades, pressupõe acompanhamento, portanto, para o desenvolvimento da criança Surda na rede regular de ensino, deve-se considerar a necessidade da capacitação dos professores para este trabalho. Para tal, esse professor deve ter conhecimento dos novos paradigmas de avaliação, bem como de métodos e técnicas adequados para a realização de um trabalho sistemático e contínuo de acompanhamento. A escola é a mediadora, pois situa o aluno entre ela e a sociedade (relação interpessoal). É no contexto escolar que Surdos e ouvintes num processo natural de aprendizagem e socialização, transformarão a própria práxis pedagógica. Os educadores, sempre acreditaram que o ambiente escolar deve proporcionar prazer e satisfação e, para tal lutam por um processo educacional mais livre de tantas imposições externas, frias, totalmente eqüidistantes da realidade vivenciada pelos mesmos. Ser educador é bem diferente de se estar educador. Sendo assim, as condições propostas de avaliação do aprendizado acadêmico, a expressão e o julgamento do educador, redimensiona o processo avaliativo visando à formação de alunos como agentes transformadores com tomada de decisão sem impor e/ou sem reproduzir modelos ditatoriais.
A pedagogia atual sugere que crianças surdas freqüentem as mesmas escolas que os jovens de sua idade que não possuam deficiência – mas também não exclui a necessidade de tratamentos específicos.Uma das primeiras iniciativas das escolas especializadas nesse assunto é ensinar aos seus alunos a língua brasileira de sinais (libras).Muitos surdos criam um sistema de se comunicar por gestos com os familiares e as pessoas mais próximas. Mas o adequado é que eles saibam se comunicar com a libras, que é a linguagem reconhecida.A libras é um sistema de comunicação reconhecido oficialmente pelo governo brasileiro desde 2002.
A política de inclusão de crianças nas escolas regulares brasileiras completa dez anos em 2006.Apesar disso ainda são grandes os desafios das escolas regulares, públicas ou privadas que trabalham com crianças com necessidades especiais. Os problemas vão desde as barreiras arquitetônicas, até a necessidade de uma mudança efetiva para que se chegue a uma escola realmente inclusiva, que garanta o atendimento à diversidade das crianças. Não se pode perder de vista ainda que a determinação legal afetou padrões construídos durante décadas no espaço educacional.
As escolas de hoje são muito conteudistas. É preciso mudar a forma de ensinar para mudar as formas de aprender. É preconceito achar que todos aprendem igual. Existem diferentes formas de promover o desenvolvimento da criança.
Capacitação dos professores-sem preconceitos
Os professores da educação especializada precisam também aprender a distinguir as suas funções das dos professores comuns, ensinando, sem repetir nas classes especiais, o que é próprio da escola comum, como acontece muito, até hoje, nas escolas especiais.O primeiro passo da inclusão é entender e aceitar que cada criança tem um ritmo, tendo ela uma necessidade especial ou não. É preciso conhecer a criança sem o rótulo de uma doença.

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